Conversor de unidades de tensão
Converta entre quaisquer unidades de tensão elétrica — volt, milivolt, microvolt, nanovolt, kilovolt, megavolt, gigavolt, statvolt e abvolt — usando fatores conferidos contra NIST SP 811, o SI Brochure do BIPM e a ISO 80000-6. Digite um valor e o resultado é atualizado instantaneamente.
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Conversões populares
O que é tensão e por que existem tantas unidades?
Tensão — formalmente diferença de potencial elétrico — é o trabalho realizado por unidade de carga para mover uma carga de prova positiva entre dois pontos em um campo elétrico. A unidade SI é o volt (V), com 1 V = 1 W/A = 1 J/C. O volt foi nomeado em homenagem a Alessandro Volta, inventor da primeira pilha química em 1800, e está ancorado às unidades base do SI desde a formalização do Sistema Internacional. Como tensões reais cobrem mais de quinze ordens de grandeza — do sinal em microvolts de um termopar aos potenciais em gigavolts de um relâmpago — engenheiros usam prefixos SI (mili-, micro-, nano-, kilo-, mega-, giga-) para manter os números em uma faixa confortável.
O volt domina a engenharia moderna, mas duas unidades CGS sobrevivem na literatura física: o statvolt (≈299,79 V), do sistema eletrostático, e o abvolt (10⁻⁸ V), do sistema eletromagnético. Aparecem em livros antigos de eletromagnetismo e em alguns artigos de física teórica; você não verá em um multímetro. No dia a dia da elétrica e da eletrônica no Brasil, o volt é a única unidade necessária.
As unidades de tensão, explicadas
Volt (V) e múltiplos — a base do SI
1 V = 1 J/C = 1 W/A = 1 kg·m²·s⁻³·A⁻¹. Após a redefinição do SI em 2019, o volt é realizado pela carga elementar e e pela constante de Planck h, ambas fixadas exatamente. Múltiplos práticos: milivolt (mV, 10⁻³ V), microvolt (μV, 10⁻⁶ V), nanovolt (nV, 10⁻⁹ V), kilovolt (kV, 10³ V), megavolt (MV, 10⁶ V), gigavolt (GV, 10⁹ V). Cada um é a mesma grandeza física multiplicada por uma potência de dez.
Milivolt (mV) e microvolt (μV) — sensores e biosinais
1 mV = 10⁻³ V; 1 μV = 10⁻⁶ V. Termopar tipo K produz 40 μV/°C, então uma diferença de 100 °C dá cerca de 4 mV. Sinais bioelétricos — EEG (10–100 μV), ECG (≈1 mV), EMG (50 μV–10 mV) — vivem na faixa de mV e μV. A tensão de offset de entrada de um amp-op típico é 1–5 mV, limite da precisão em pequeno sinal.
Nanovolt (nV) — instrumentação de baixo ruído
1 nV = 10⁻⁹ V. Aparece em nanovoltímetros, magnetômetros SQUID e junções Josephson de referência. O ruído Johnson de um resistor de 1 kΩ a temperatura ambiente em 1 Hz de banda é cerca de 4 nV — o piso absoluto da eletrônica analógica.
Kilovolt (kV) — transmissão de energia
1 kV = 1.000 V. No Brasil, a distribuição urbana opera em 13,8 kV (Eletrobras, Light); subtransmissão em 69 kV e 138 kV; transmissão em 230 kV e 500 kV; sistemas como Itaipu transmitem em 765 kV CA e ±600 kV CC. Carregadores rápidos de VE: 400 V ou 800 V (tecnicamente <1 kV mas comumente agrupados). Tubos de raio-X industrial: 30–150 kV.
Megavolt (MV) — HVDC e física
1 MV = 10⁶ V. Linhas HVDC de ultra-alta tensão operam em ±800 kV (1,6 MV polo-polo) — o link Changji-Guquan na China atinge ±1,1 MV. Aceleradores eletrostáticos (Pelletron, Tandem) chegam a 25 MV. Canais de relâmpago em tempestade severa carregam tensões transitórias próximas de 100 MV entre nuvem e solo.
Statvolt e abvolt — herança CGS
1 statV = c × 10⁻⁸ V = 299,792458 V exatos (c é a velocidade da luz em cm/s). 1 abV = 10⁻⁸ V. Statvolt pertence ao sistema CGS eletrostático e abvolt ao CGS eletromagnético. Foram desenhados para tornar as equações de Maxwell mais simples dimensionalmente em CGS, ao custo de razões envolvendo c. Aparecem em clássicos como o Jackson e em alguns artigos de física de plasmas, mas nenhum instrumento comercial é calibrado em CGS há décadas.
Tensões reais e a unidade esperada em cada setor
- Eletricidade residencial: Brasil: tensão depende do estado — São Paulo, Rio, Paraná, MG: 127 V; Brasília, Goiás, Bahia, Norte/Nordeste: 220 V. Frequência: 60 Hz nacional. EUA e Canadá: 120 V / 60 Hz, com 240 V para fogões. UE e Reino Unido: 230 V / 50 Hz. Argentina e Uruguai: 220 V / 50 Hz. Japão: 100 V.
- Eletrônica de consumo: Carregador USB (USB 2.0): 5 V a 0,5–2 A. USB-C PD: 5, 9, 15, 20, 28, 36, 48 V (negociados). Adaptadores de notebook com plug barril: 12–20 V típico. Bateria de smartphone: 3,7 V Li-ion. Lâmpada LED de mesa: 12 V ou 24 V.
- Automotivo: Bateria automotiva padrão: 12 V nominais (12,6 V carregada, 11,8 V descarregada). Caminhões e ônibus pesados: 24 V. Mild hybrid: barramento auxiliar de 48 V. VE e PHEV: 400 V (Tesla, BYD, GWM Ora, Volvo); 800 V (Porsche Taycan, Hyundai Ioniq 5/6, Kia EV6) para carga DC mais rápida.
- Transmissão de energia no Brasil: Distribuição: 13,8 kV (urbana), 23 kV em algumas áreas. Subtransmissão: 69 kV e 138 kV. Transmissão: 230 kV e 500 kV (Sistema Interligado Nacional). Itaipu: 765 kV CA e ±600 kV CC desde 1984 — o elo HVDC mais antigo das Américas. Subestações reduzem em etapas até entregar 127/220 V ao consumidor.
- Sinais biomédicos: EEG: 10–100 μV. ECG: ~1 mV pico (onda R). EMG: 50 μV–10 mV. Potencial de ação de neurônio: ≈ −70 mV (repouso) a +30 mV (despolarização). Tudo medido com amplificadores de alta impedância de entrada.
- Raios e atmosfera: Raio nuvem-solo: ~100 MV de diferença de potencial, pico de 30 kA por dezenas de microssegundos. O Brasil é um dos países com maior incidência de raios do mundo (cerca de 78 milhões/ano). Eletricidade estática ao caminhar em carpete: 5–20 kV (carga ínfima, indolor).
- Solar fotovoltaico e baterias: Uma célula PV de Si: 0,6 V em circuito aberto. Módulo de 60 células: 36 V. Strings PV utility-scale modernas: 1500 V CC. Tesla Megapack: ~1500 V CC. Powerwall residencial: 50 V CC nominais.
Quanto vale 1 unidade de cada uma em volts?
| Unidade | Valor em volts (V) |
|---|---|
| 1 V (Volt) | 1 Pa |
| 1 mV (Millivolt) | 0.001 Pa |
| 1 μV (Microvolt) | 0.000001 Pa |
| 1 nV (Nanovolt) | 0.000000001 Pa |
| 1 kV (Kilovolt) | 1000 Pa |
| 1 MV (Megavolt) | 1000000 Pa |
| 1 GV (Gigavolt) | 1000000000 Pa |
| 1 statV (Statvolt (CGS-ESU)) | 299.792458 Pa |
| 1 abV (Abvolt (CGS-EMU)) | 0.00000001 Pa |
Perguntas frequentes sobre unidades de tensão
Como converto entre duas unidades de tensão quaisquer?
Multiplique pelo fator-volt da unidade de origem e divida pelo da unidade de destino. Exemplo: 5000 mV para V → 5000 × 0,001 ÷ 1 = 5 V. O conversor acima faz isso em tempo real com aritmética de dupla precisão.
Qual a diferença entre tensão CA e CC?
Corrente contínua (CC) tem polaridade constante — a pilha sempre + em cima, − embaixo. Corrente alternada (CA) inverte a polaridade periodicamente (60 vezes por segundo no Brasil). Quando dizemos '127 V CA' queremos dizer o valor RMS (eficaz); o pico é √2 × 127 = 180 V. Multímetro em CA mede RMS por padrão.
Qual a tensão residencial em diferentes países?
Brasil: 127 V (São Paulo, Rio, Sul) ou 220 V (Brasília, Norte/Nordeste). EUA e Canadá: 120 V / 60 Hz. UE, Reino Unido, Austrália, Índia: 230 V / 50 Hz. Argentina, Uruguai, Chile: 220 V / 50 Hz. Japão: 100 V. Pode-se levar aparelho 220 V a estado 127 V mas precisa transformador, e vice-versa.
Por que USB sempre é 5 V?
O USB 1.0 (1996) escolheu 5 V por compatibilidade com a lógica TTL e porque podia fornecer 100–500 mA sem regulador dedicado. USB Power Delivery (PD), de 2012 e popularizado a partir de 2020, negocia tensões maiores — 9, 15, 20, 28, 36, 48 V — para entregar até 240 W a notebooks com correntes gerenciáveis.
O que significa 'tensão nominal' em eletrodomésticos?
Tensão nominal é a alimentação para a qual o aparelho foi projetado. Um aparelho '127 V' deve operar com segurança entre ~114 V e ~140 V (±10% conforme IEC 60038). Ligar um aparelho de 127 V em tomada de 220 V sem transformador costuma destruí-lo em segundos, pois a potência escala com V². Aparelhos bivolt automáticos detectam a tensão de entrada e ajustam-se.
Tensão é perigosa?
Tensão por si só não é perigosa — perigosa é a corrente que ela pode empurrar pelo corpo. O limiar de risco é cerca de 30 V CA ou 60 V CC com pele seca. Acima de 50 V CA ou 120 V CC, qualquer contato pode ser letal. A NR-10 brasileira classifica acima de 50 V CA como tensão perigosa — sempre desligue o disjuntor antes de manutenção.
Qual a tensão típica da bateria automotiva?
Uma bateria chumbo-ácido 12 V mede 12,6 V plenamente carregada em repouso, cai para 12,0 V em 50% de carga e 11,8 V indica descarga profunda. Com o motor ligado, o alternador regula o barramento em 13,8–14,4 V para carregar a bateria. Caminhões e ônibus pesados usam 24 V (duas baterias 12 V em série).
Por que os VEs usam 400 V ou 800 V?
Tensão maior significa menos corrente para a mesma potência, o que reduz cabos e perdas. Um sistema 400 V entregando 250 kW exige 625 A; um 800 V entrega os mesmos 250 kW com 312 A. Arquiteturas 800 V (Porsche Taycan, Hyundai Ioniq 5/6, Kia EV6) carregam de 10% a 80% em ~18 min em DC 350 kW, metade do tempo de 400 V.
Qual é a tensão de um relâmpago?
Um relâmpago nuvem-solo típico desenvolve ~100 MV entre a base da nuvem e o solo, com pico de corrente de 30 kA por ~30 μs. Energia total 1–5 GJ, descarregada tão rápido que a potência média durante o relâmpago passa de 1 TW. O Brasil tem alta incidência de raios; DPS (dispositivos de proteção contra surtos) limitam picos no quadro residencial à faixa de kV.
Posso compartilhar o link de uma conversão específica?
Sim. A URL atualiza-se quando você muda unidades e valor, então basta copiar a barra de endereço após a conversão. Exemplo: ?from=V&to=mV&x=12.
