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Central de Diagnóstico de Hardware

Uma central unificada para testar cada componente do seu computador acessível pelo navegador — GPU, taxa de atualização, latência de áudio, microfone, webcam, teclado, mouse, tela sensível ao toque, pixels mortos e calibração de cor. Cada teste roda localmente no seu navegador usando APIs padronizadas da W3C e da USB-IF, sem instalação, sem upload e sem telemetria saindo do seu equipamento.

Revisado por WuTools Engineering Team · Última atualização

O que um navegador realmente consegue testar do seu hardware?

Os navegadores modernos expõem um conjunto surpreendentemente amplo de APIs voltadas a hardware: WebGL2 e WebGPU para a placa de vídeo, requestAnimationFrame para a taxa de atualização do monitor, Web Audio API para o sistema de som, getUserMedia para microfones e câmeras, Pointer Events / Touch Events para mouses e trackpads, Gamepad API para controles e o padrão HID 1.11 para teclados. Juntas, permitem que uma única página web execute uma verificação confiável de cada dispositivo de entrada, saída e processamento de um notebook ou desktop sem instalar absolutamente nada.

Existe uma fronteira importante: o sandbox do navegador. A página não consegue ler temperatura da CPU, RPM do cooler, modelo exato da GPU (apenas uma string vendor-renderer, frequentemente mascarada) nem velocidade da RAM. Não pode instalar drivers, gravar firmware nem rodar diagnóstico em nível de kernel como as ferramentas dos fabricantes (Dell SupportAssist, HP PC Hardware Diagnostics, Asus PC Diagnostics). Por isso testes no navegador são excelentes para verificação funcional — o dispositivo responde, o sinal chega, a latência é aceitável? — e úteis para benchmarks qualitativos, mas não substituem o diagnóstico OEM em uma reclamação de garantia.

Cada teste desta central roda inteiramente no cliente. Streams de áudio, vídeo e cursor são processados em JavaScript dentro da sua aba e jamais enviados a um servidor. Isso é bom para privacidade e para uso offline, mas também significa que os resultados dependem da implementação do seu navegador: Chrome, Edge, Safari e Firefox podem reportar números levemente distintos para o mesmo equipamento, especialmente em latência de áudio e teto de taxa de atualização. Documentamos essas diferenças abaixo para você interpretar seus próprios resultados corretamente.

Os testes — o que medem e como

Benchmark de GPU — renderização WebGL2 / WebGPU

Renderiza uma cena conhecida (um sistema de partículas ou uma malha tesselada) e mede frames por segundo, draw calls por frame e triângulos processados. Benchmarks WebGPU modernos podem levar a GPU a 50–80% do pico nativo em Vulkan/D3D12. Útil para comparar dois notebooks lado a lado ou conferir se um PC gamer recém-montado em loja como Pichau, Kabum, Terabyte ou Adrenaline atinge os fps esperados. Rodar teste de tela / GPU →

Stress test de CPU — Web Workers + Wasm SIMD

Cria um Web Worker por núcleo lógico, cada um rodando um loop intenso de inteiros ou ponto flutuante, e mede iterações concluídas por segundo. Detecta throttling: se a frequência cai depois de 60 segundos, o seu cooler chegou ao limite. Não lê a temperatura da CPU diretamente (os navegadores não expõem), mas se a pontuação despenca enquanto o gabinete esquenta, você já tem a resposta.

Teste de taxa de atualização — temporização de requestAnimationFrame

Mede o tempo entre blanqueamentos verticais consecutivos relatados pelo compositor. Se o navegador estiver sincronizado com o monitor, você verá ~6,94 ms entre frames a 144 Hz, ~10,0 ms a 100 Hz, ~16,67 ms a 60 Hz. Alguns navegadores (notavelmente Safari no macOS) limitam o rAF à menor taxa entre os monitores conectados. Abrir teste de taxa de atualização →

Teste de latência de áudio — Web Audio API + AudioContext.getOutputTimestamp()

Gera um clique via AudioContext.createOscillator(), captura seu retorno por getUserMedia (loopback ou microfone) e calcula a latência ida e volta. Soma AudioContext.baseLatency e outputLatency para cenários de fone vs caixa. Valores típicos: 8–25 ms em desktop; 15–40 ms em headset USB; 80–250 ms em Bluetooth. Abrir teste de latência de áudio →

Teste de microfone — MediaStream + AnalyserNode

Solicita acesso ao microfone padrão via navigator.mediaDevices.getUserMedia({ audio: true }), envia o áudio para um AnalyserNode do Web Audio e exibe forma de onda e medidor RMS em tempo real. Útil para diagnosticar microfone sem sinal, entrada errada selecionada ou noise gate agressivo demais cortando o som. Abrir teste de microfone →

Teste de webcam — getUserMedia({ video: true })

Solicita vídeo, exibe a prévia ao vivo e relata resolução, taxa de quadros e codec negociados. Permite confirmar que drivers, tampa de privacidade e chaves de hardware estão funcionando. Recusa iniciar se a chave de privacidade do SO estiver desligada. Abrir teste de webcam →

Teste de teclado — eventos keydown/keyup + USB HID 1.11

Escuta KeyboardEvent.code e KeyboardEvent.key em cada tecla, mostra quais estão pressionadas e relata teclas 'fantasma' que não registram. Vários sistemas operacionais interceptam atalhos (PrintScreen, Win+L, F12 em alguns navegadores) antes do navegador receber — isso é normal, não defeito de hardware. Use o layout em tela para verificar teclas presas, switches quebrados e rollover (NKRO).

Teste de mouse / cliques — Pointer Events + contador

Detecta clique simples, duplo, distância de arraste e total de cliques por botão. Ajuda a diagnosticar bug do clique duplo (um clique físico registrado como dois, comum quando os switches envelhecem), drift e precisão do cursor. Pointer Events também expõe pressão para canetas stylus em tablets.

Teste de tela / pixels — cores chapadas em tela cheia

Cicla pelas cores puras vermelho, verde, azul, branco, preto e secundárias. Usado por inspeção de painel e disputas de garantia para identificar pixels presos (subpixels sempre acesos) e pixels mortos (sempre apagados). Melhor com sala em meia-luz e brilho moderado. Abrir teste de tela →

Teste de tela sensível ao toque — Touch Events + multi-touch

Registra pontos de contato simultâneos (Touch Events suporta até 10 pontos na maioria dos dispositivos) e desenha um rastro em cada um. Revela zonas mortas, drift do digitalizador e problemas de rejeição de palma em notebooks 2-em-1. Não roda em equipamentos sem touch.

Teste de calibração de cor — gradientes sRGB e DCI-P3

Renderiza gradientes suaves e padrões de teste (rampa de cinza, barras de cores primárias/secundárias, swatches sRGB vs P3 quando o navegador suporta a query @media (color-gamut: p3)). Para medir ΔE real é preciso um colorímetro de hardware (X-Rite i1, Datacolor Spyder), mas os testes visuais detectam banding, dominantes de cor e problemas de gama evidentes.

Detector de pixels mortos — cor sólida em tela cheia

Versão focada do teste de tela: trava o monitor em uma cor sólida para inspeção visual de cada pixel. Preto puro expõe pixels presos acesos, branco puro expõe os mortos, e vermelho/verde/azul puros revelam subpixels presos. A maioria dos fabricantes só troca o painel acima de um limite (por exemplo, 5 pixels mortos) — confira os termos da garantia. Abrir detector de pixels mortos →

Casos reais em que esta central ajuda

  • Validar PC gamer montado: Depois de montar um desktop novo, rode o benchmark de GPU e o stress de CPU em sequência para confirmar fps esperados e que a temperatura não causa throttling. Em seguida, cheque taxa de atualização (o monitor 165 Hz realmente entrega 165 Hz?), latência de áudio (o codec onboard serve para FreeFire/CS competitivo?) e o detector de pixels mortos no monitor recém-comprado enquanto ainda dá para devolver.
  • Conferência pré-compra de notebook na loja: Antes de pagar um notebook em Magazine Luiza, Casas Bahia, Mercado Livre Lojas, Fast Shop, Pichau ou Kabum, abra esta central no modelo de demonstração. Dois minutos no detector de pixels, um no teste de teclado e um no touchpad pegam quase todos os defeitos cosméticos e funcionais que a demo da loja esconde.
  • Diagnóstico de um periférico específico: Se seu microfone soa abafado, o tester de microfone revela na hora se é problema de hardware (sem sinal, nível muito baixo) ou de software (ganho zerado, dispositivo errado selecionado, melhoria do SO causando o efeito). A mesma lógica vale para teclados (tecla travada vs remapeada), mouses (bug do clique duplo vs sensibilidade no SO) e webcams (chave de privacidade desligada vs driver ausente).
  • Comparar dois monitores antes de comprar: Leve um pendrive com navegador portable ou use seu celular no showroom. Rode o teste de taxa de atualização e o detector de pixels mortos nos dois candidatos. Os números não mentem — um painel anunciado como 144 Hz que entrega 120 Hz por HDMI 2.0 é uma armadilha real e comum.
  • Testes de acessibilidade: Desenvolvedores web podem usar o teste de teclado para verificar se cada elemento interativo do site responde a Tab, Enter, Espaço e setas sem depender de mouse. O teste de cursor ajuda a validar alvos toque-amigáveis (mínimo recomendado de 44×44 pixels CSS pela WCAG 2.5.5).
  • Auditoria de setups de e-sports e streaming: Para jogo competitivo, latência de áudio e input lag importam. Use o teste de áudio para comparar drivers ASIO vs WASAPI, interfaces USB vs onboard, e o teste de teclado para confirmar NKRO. Streamers podem também conferir combinações de webcam e microfone através de abas amigáveis ao OBS.
  • Compras de seminovos e usados: Ao comprar notebook ou monitor usado no Mercado Livre, OLX, Enjoei, Facebook Marketplace ou em grupos de compra e venda, esta central é o teste funcional ponta-a-ponta mais rápido. Teclado, tela, webcam, microfone, áudio, toque — cinco minutos de testes evitam muito arrependimento.

Diagnósticos disponíveis nesta central

TesteAPI utilizada
1 GPU (GPU Benchmark)1 Pa
1 CPU (CPU Stress Test)1 Pa
1 Hz (Refresh Rate Tester)1 Pa
1 ms (Audio Latency Tester)1 Pa
1 mic (Microphone Tester)1 Pa
1 cam (Webcam Tester)1 Pa
1 kbd (Keyboard Tester)1 Pa
1 mouse (Mouse / Click Tester)1 Pa
1 px (Screen / Pixel Tester)1 Pa
1 touch (Touch Screen Tester)1 Pa
1 ΔE (Color Calibration Tester)1 Pa
1 dead-px (Dead Pixel Checker)1 Pa

Perguntas frequentes sobre diagnóstico de hardware no navegador

Quão precisos são os benchmarks de GPU no navegador comparados ao 3DMark nativo?

Menos precisos, mas ainda úteis. WebGPU e WebGL2 adicionam sobrecarga de JavaScript e compilação JIT que as APIs nativas (Direct3D 12, Vulkan, Metal) evitam, então os fps absolutos ficam aproximadamente 20–40% abaixo do nativo. Porém a razão entre duas GPUs em um benchmark de navegador costuma ser próxima da razão no 3DMark — então para comparar seu notebook hoje com ele mesmo após atualizar drivers, ou duas máquinas na loja, funciona bem.

Por que meu monitor de 144 Hz aparece como 60 Hz no teste?

Causas comuns: (1) O navegador usa requestAnimationFrame, que em algumas plataformas é limitado pela taxa do monitor primário — se há um monitor de 60 Hz como primário, mesmo um 144 Hz secundário pode ser limitado. (2) O cabo importa: HDMI 1.4 atinge 144 Hz só em 1080p; para 1440p ou 4K a 144 Hz é preciso DisplayPort 1.4 ou HDMI 2.1. (3) A configuração do SO pode estar em 60 Hz mesmo com painel suportando mais. (4) Modo de economia de bateria limita a taxa. Verifique Configurações de Vídeo Avançadas no Windows ou Ajustes → Monitores no macOS.

Posso usar essa central para testar meu notebook novo antes de acabar o prazo de devolução?

Com certeza — é um dos usos mais comuns. Nos primeiros dias, rode o detector de pixels, teste de teclado, microfone, webcam, áudio e touchpad. Se algo apresentar problema, o varejista colabora muito mais dentro do prazo de arrependimento (Código de Defesa do Consumidor: 7 dias para compras online no Brasil). Combine com o diagnóstico OEM (Dell SupportAssist, Lenovo Vantage, HP PC Hardware Diagnostics) para uma checagem completa.

Por que a latência de áudio difere entre navegadores?

Cada navegador usa um backend de áudio diferente em cada SO. No Windows, Chrome e Edge usam WASAPI shared mode por padrão, Firefox também shared mas com buffers diferentes, Safari no macOS usa CoreAudio. WASAPI shared pode adicionar 10–20 ms de buffering acima da latência de hardware, por isso o mesmo fone pode mostrar 18 ms no Chrome e 25 ms no Firefox. Para músicos, drivers ASIO nativos via JUCE ou DAW continuam superando qualquer navegador por uma margem grande.

Funciona em celulares e tablets?

A maioria dos testes funciona em iOS Safari e Android Chrome, com algumas ressalvas. O teste de taxa de atualização funciona (e relata 90, 120, até 165 Hz em celulares premium); o teste de toque é perfeito no celular; mic e câmera funcionam; mas o teclado é limitado porque teclados virtuais móveis não disparam os mesmos códigos KeyboardEvent que teclas físicas. Para teste completo de teclado, use desktop ou tablet com teclado físico acoplado.

Meus resultados de teste são privados?

Sim — todos os testes nesta central rodam inteiramente no seu navegador. Áudio do microfone, vídeo da webcam, movimentos de cursor e teclas são processados em JavaScript na sua aba e nunca enviados a um servidor. Não registramos resultados, não exigimos login e não rodamos analytics sobre os dados de teste. O navegador pedirá permissão antes de ativar mic ou câmera; você pode revogar a qualquer momento pelo ícone de cadeado na barra de URL.

Por que o teste de teclado perde algumas teclas?

Quase sempre é o sistema operacional, não o teclado. No Windows, certas combinações (Win+L para bloquear, Ctrl+Alt+Del, PrintScreen em alguns setups, F12 nas DevTools, Win+G para Game Bar) são interceptadas pelo SO ou navegador e nunca chegam ao JavaScript. macOS engole Cmd+Tab, Cmd+Espaço e similares. Para verificar o hardware do teclado, compare contra o método de entrada do próprio SO ou use um utilitário do fabricante (Logitech G Hub, Razer Synapse, Corsair iCUE) que enxerga teclas em nível mais baixo.

Quão preciso é o teste de pixels?

Pixel-perfect para detectar pixels mortos e presos — cada pixel CSS mapeia diretamente para um pixel da tela desde que o zoom do navegador esteja em 100% num display sem escalonamento. Para calibração de cor o teste é qualitativo; dá para enxergar banding, degraus de gama e dominantes evidentes, mas para uma medição ΔE real contra sRGB ou DCI-P3 é preciso colorímetro de hardware (X-Rite i1Display Pro, Datacolor SpyderX, ColorChecker).

Por que o stress de CPU mostra temperaturas baixas?

Os navegadores não conseguem ler temperatura da CPU, RPM do cooler ou voltagem por núcleo. O teste relata só throughput — operações por segundo por worker. Para monitorar temperatura durante o stress, rode em paralelo um utilitário nativo (HWMonitor, Core Temp, iStat Menus, comando `sensors` no Linux). Se a pontuação despenca aos 60–120 segundos enquanto a temperatura passa de 95 °C, é throttling térmico; se a temperatura se mantém estável e a pontuação cai, procure throttling por limite de potência (PL1/PL2 em Intel, PPT em AMD).

Posso confiar nesses resultados para uma reclamação de garantia?

Em geral, não. Os fabricantes (Dell, HP, Lenovo, Asus, Apple, MSI) exigem seus próprios logs OEM como evidência — Dell SupportAssist PSA, Apple Diagnostics, MSI Center, etc. Os testes do navegador são ótimos para você confirmar o problema antes de ligar para o suporte, e capturas de tela de testes que falharam podem apoiar o caso, mas nenhum fabricante aceita uma ferramenta de terceiros como prova definitiva. Sempre rode também a ferramenta OEM e salve o arquivo de log.

Referências

  1. VESA — DisplayPort & refresh-rate standards
  2. W3C — WebGPU specification
  3. W3C — Media Capture and Streams (getUserMedia)
  4. USB-IF — HID Device Class Definition 1.11

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