Extrator RAR
Abra arquivos RAR no navegador para listar e extrair conteúdo. Sem upload, sem instalação. Até 200 MB. Veja limites para RAR5 com senha e casos de uso.
Sobre o Extrator RAR
RAR (Roshal Archive) é um formato de arquivo comprimido proprietário criado por Eugene Roshal em 1993. Existem duas variantes em disco: RAR4 (assinatura 'Rar!\x1A\x07\x00', usado de 1993 a 2013) e RAR5 (assinatura 'Rar!\x1A\x07\x01\x00', lançado com o WinRAR 5.0 em 2013, que adicionou criptografia AES-NI de 256 bits, checksums BLAKE2sp e volumes de até 1 PB). Diferente do ZIP, a especificação é fechada e o código de descompressão tem licença que restringe redistribuição, por isso a maioria dos extratores em navegador depende de ports WebAssembly do libunrar ou unrar.js. Esta ferramenta lê seu RAR inteiramente no navegador via FileReader, lista cada entrada (nome, tamanho, tamanho empacotado, taxa de compressão, checksum CRC32) e permite baixar arquivos individuais ou o pacote inteiro. Entradas criptografadas (RAR4 com -p ou RAR5 com -hp) não podem ser quebradas aqui — use WinRAR, 7-Zip ou nosso Extrator 7Z, que tem cobertura mais ampla. O limite de 200 MB existe porque navegadores carregam o arquivo inteiro na memória; arquivos maiores precisam de ferramenta desktop que faça streaming a partir do disco.
Qual a diferença entre RAR4 e RAR5 e qual versão a ferramenta suporta?
RAR4 (o formato 'RAR' usado 2001–2013) usa uma variante customizada de LZSS com codificador aritmético, suporta volumes até 1 TB e criptografia AES-128 quando você define senha. RAR5 (lançado com o WinRAR 5.0 em 2013) substituiu: usa uma variante LZSS aprimorada chamada RAR-Optimized, criptografia AES-256-CTR, checksums BLAKE2sp opcionais (mais paranoicos que CRC32) e volumes de até 1 PB. A assinatura em disco os distingue — abra o arquivo num visualizador hex e olhe os primeiros 7-8 bytes. Este extrator lê a listagem e retira arquivos de ambas as variantes quando não estão criptografados; entradas criptografadas (definidas pelo diálogo de senha do WinRAR ou `rar a -hp` na linha de comando) não podem ser descriptografadas no navegador porque a derivação de chave AES roda milhões de rodadas PBKDF2 que são lentas em JavaScript e travam a UI.
Por que não consigo extrair RAR com senha no navegador?
Dois motivos. Primeiro, a função de derivação de chave do RAR5 é PBKDF2-HMAC-SHA-256 com 32 768 iterações por padrão — leva meio segundo num celular moderno por tentativa, o que torna a abertura de um único arquivo aceitável mas trava a UI sem um Web Worker. Segundo, headers protegidos por senha criptografam o próprio diretório central, então o extrator nem consegue listar o conteúdo até a senha ser fornecida. Extratores em navegador que afirmam suporte a senha ou processam no servidor (seu arquivo sai do dispositivo, adeus privacidade) ou usam um port JavaScript lento que sofre com senhas fortes. Para RAR com senha recomendamos WinRAR, 7-Zip (livre, código aberto, suporta RAR via libunrar), Keka (macOS) ou The Unarchiver (macOS) — eles usam o caminho AES-NI por hardware nativamente.
O que significa o checksum CRC32 ou BLAKE2sp na listagem?
Cada entrada num arquivo RAR carrega um checksum para verificar que o arquivo saiu byte a byte igual ao que entrou. RAR4 usa CRC32 (checksum polinomial de 32 bits, o mesmo algoritmo de frames Ethernet, ZIP e PNG); RAR5 usa CRC32 por padrão e opcionalmente BLAKE2sp (hash criptográfico paralelo muito mais difícil de falsificar). Se a extração termina mas o checksum não bate, o arquivo de origem está corrompido (bit-rot no meio, download incompleto ou adulteração maliciosa). Baixe novamente ou rode `rar t arquivo.rar` na CLI do WinRAR para testar integridade. CRC32 *não* é criptográfico — qualquer um pode forjar outro arquivo com o mesmo CRC32 — então não trate a coincidência como prova de autenticidade, apenas de ausência de corrupção acidental.
Dá para extrair arquivos RAR multivolume (.part1.rar, .part2.rar)?
Suporte parcial. RAR divide arquivos grandes em volumes nomeados arquivo.part01.rar, arquivo.part02.rar etc. (estilo antigo: arquivo.rar, arquivo.r00, arquivo.r01). Para extrair, a ferramenta precisa carregar todas as partes juntas; o navegador não consegue costurar uploads separados automaticamente como o WinRAR faz numa pasta. Solução: combine as partes num único stream usando ferramenta desktop (`cat *.part*.rar > combinado.bin` no Linux/macOS, ou aponte o WinRAR para a part1 e deixe seguir a cadeia). Para fluxos só-navegador, nosso Extrator 7Z lida melhor com multivolume 7Z. O limite de 200 MB se aplica ao arquivo montado — para split de 5 volumes totalizando 1 GB, use software desktop.

Qual a diferença entre RAR, ZIP, 7Z e TAR e qual usar?
ZIP (PKZIP 1989, RFC 9018 em 2024): compatibilidade universal, todo sistema operacional abre nativamente, compressão Deflate (anos 90), sem modo sólido, criptografia padrão fraca. RAR: compressão melhor que ZIP (tipicamente 5–15% menor em texto e código), suporta modo sólido (trata o arquivo todo como um stream) e recovery records (repara bit-rot), mas é proprietário. 7Z (7-Zip 1999): melhor taxa de compressão dos quatro (LZMA2, 10–25% menor que ZIP em conteúdo típico), livre e de código aberto, AES-256 com proteção de header, mas mais lento para comprimir. TAR (1979): só concatena arquivos; combine com gzip (.tar.gz), bzip2 (.tar.bz2) ou xz (.tar.xz) para comprimir; padrão Unix e computação científica. Use ZIP para compatibilidade máxima, 7Z para compressão máxima, RAR se pedirem, e TAR.GZ/XZ para distribuir software Linux.
Como funciona o modo sólido do RAR e vale a pena?
O modo sólido (padrão desde RAR 3.0 para arquivos com muitos arquivos pequenos) trata o arquivo inteiro como um único stream LZSS contínuo em vez de comprimir cada arquivo separadamente. Os arquivos comprimem contra o dicionário construído por todos os anteriores no arquivo, então 10 fotos quase idênticas ou 1000 arquivos fonte pequenos geram arquivos drasticamente menores — tipicamente 10–40% menor que o modo não-sólido com conteúdo similar. Compromissos: extrair um único arquivo pequeno exige descomprimir tudo antes dele no stream (acesso aleatório lento em arquivos sólidos enormes), e um byte corrompido no início pode quebrar a extração de todos os seguintes (recovery records mitigam mas não eliminam). Para backups extraídos inteiros, modo sólido ganha; para arquivos onde você puxa um arquivo por vez, não-sólido é mais rápido.
Meu arquivo RAR ou conteúdo é enviado para um servidor?
Não. O extrator usa a API FileReader do navegador e um port WebAssembly do libunrar para analisar o arquivo todo na sua aba. Seu arquivo é carregado num JavaScript ArrayBuffer na memória do navegador, decodificado localmente, e os arquivos extraídos são produzidos pelas APIs Blob/Object URL no seu dispositivo. Nada sobe para nosso servidor, é logado em analytics ou cacheado no lado servidor. Abra a aba Rede do DevTools antes de clicar em Extrair — você verá zero requisições POST de saída com conteúdo do arquivo. A página em si carrega CSS, JS e o módulo WebAssembly do nosso CDN, mas essas requisições não carregam dados do usuário. Fechar a aba expurga o buffer imediatamente.
Qual o limite de tamanho e o que fazer com arquivos maiores?
O máximo é 200 MB. A restrição é a memória do navegador: engines JS (V8 no Chrome/Edge, SpiderMonkey no Firefox, JavaScriptCore no Safari) limitam um único ArrayBuffer a cerca de 2 GB mas na prática sofrem além de algumas centenas de MB em celulares e abas com outro conteúdo aberto. Definimos 200 MB para manter a experiência fluida num celular típico. Para arquivos maiores — mods de games, imagens de disco, dumps de datasets — instale WinRAR (Windows, trial/pago), 7-Zip (Windows livre), Keka (macOS pago €5) ou The Unarchiver (macOS grátis, lida com RAR4 e RAR5). No Linux, `unrar x arquivo.rar` do pacote unrar ou o bsdtar de código aberto lidam com RAR4. Ferramentas desktop nunca carregam o arquivo inteiro em RAM, então lidam com arquivos de múltiplos gigabytes sem problema.
